O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaïfi, foi recentemente indiciado na França em uma investigação empresarial. Este caso, embora não esteja diretamente ligado à sua gestão no clube, levanta preocupações sobre o impacto potencial em sua liderança no time francês no futuro próximo.
A investigação gira em torno de supostas irregularidades relacionadas à interferência na compra de votos no conselho de administração do grupo de mídia Lagardère, no qual uma subsidiária do fundo soberano catariano tinha participação acionária. As autoridades suspeitam que Al-Khelaïfi possa ter influenciado a mudança de voto de um dos administradores do Catar no conselho, durante uma disputa pelo controle do grupo em 2018.
Em meio a uma intensa batalha acionária entre os bilionários Vincent Bolloré, proprietário do grupo Vivendi, e Bernard Arnault, dono do grupo LVMH, o representante catariano inicialmente votou a favor de Bolloré. No entanto, após uma reunião com Al-Khelaïfi, a decisão teria sido modificada, conforme alegações dos investigadores. Embora Bolloré tenha posteriormente assegurado o controle do grupo Lagardère em 2023, a investigação em curso tem levantado questões sobre o futuro do presidente do PSG.
Reportagens indicam que as repercussões dessa situação podem levar a mudanças na administração do Paris Saint-Germain, com fontes próximas ao governo do Catar expressando descontentamento com as alegações. Existem declarações que apontam para o cansaço em relação às acusações de abusos e críticas frequentes, com a atribuição de todos os problemas na França aos investimentos catarianos.